Dra. Mariana Aquino · Psiquiatria Infantil

Psiquiatria infantil

A criança vem inteira.

Com sua história, sua família e seu jeito de estar no mundo.

Dra. Mariana Aquino sorrindo, apoiada em uma cadeira no consultório
Dra. Mariana Aquino sentada à mesa do consultório

Dra. Mariana Aquino

Mariana Aquino Lima Gomes Freire

  • Pós-graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência pelo Instituto Albert Einstein
  • Estágio no SPIA do IPUB/UFRJ
  • Médica pediatra com residência médica concluída

CRM 52-1253247 · RQE 59.816

Como é a primeira consulta?

Não é uma prova. Você não precisa chegar com um diagnóstico.

1

Conversa

A primeira consulta dura de 1 hora a 1 hora e 30 minutos e é feita com a criança ou o adolescente presente.

Conversamos com a família e, conforme a idade, também individualmente com ele. Mais do que os sintomas, queremos entender as preocupações de todos e conhecer a criança para além da queixa.

2

Histórico

Falamos da história desde antes do nascimento: gestação, parto, primeiros anos, desenvolvimento, sono e alimentação.

Também revisamos tratamentos anteriores, medicações, profissionais que acompanham e exames recentes, quando houver.

3

Relações e rotina

Buscamos entender como é o dia a dia: convivência em casa, escola, amizades, atividades, lazer, uso de telas e sono.

Isso nos ajuda a ver quem é a criança e em que contexto suas dificuldades aparecem.

Talvez a pergunta mais importante não seja “O que meu filho tem?”, mas “Do que meu filho precisa?”

Dúvidas frequentes

Perguntas comuns de pais e responsáveis.

Quando procurar o psiquiatra infantil e o neuropediatra?

O neuropediatra acompanha principalmente questões do sistema nervoso e do desenvolvimento, como convulsões, alterações motoras e atrasos.

Já o psiquiatra infantil cuida da saúde mental, emocional e comportamental, como ansiedade, humor, atenção e comportamento.

Mas essas áreas podem se encontrar. Em alguns casos, os dois profissionais participam do cuidado da mesma criança.

Por exemplo, uma criança com autismo também pode apresentar ansiedade. Ou uma criança pode voltar a fazer xixi na cama após o nascimento de um irmãozinho, mostrando como desenvolvimento, comportamento e emoções muitas vezes caminham juntos.

Qual a diferença entre as terapias e suas principais indicações?

Estas são algumas das terapias mais usadas na infância e adolescência, com uma explicação simples de quando costumam ser indicadas.

Psicoterapia: Ajuda crianças e adolescentes a compreender emoções, comportamentos, medos, conflitos e dificuldades de relacionamento. Pode ser indicada em ansiedade, depressão, dificuldades emocionais, luto, conflitos familiares e problemas de comportamento.

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): É uma modalidade de psicoterapia bastante utilizada em ansiedade, depressão, TOC, medos, dificuldades de regulação emocional e alguns problemas de comportamento.

ABA (Análise do Comportamento Aplicada): Muito utilizada no acompanhamento de crianças com autismo e outros transtornos do desenvolvimento. Trabalha habilidades de comunicação, autonomia, aprendizagem e comportamento de forma individualizada.

Terapia Ocupacional: Ajuda no desenvolvimento da autonomia e das habilidades necessárias para o dia a dia, como brincar, vestir-se, alimentar-se, escrever e participar das atividades escolares. Também pode trabalhar dificuldades sensoriais.

Fonoaudiologia: Indicada para dificuldades de fala, linguagem, comunicação, compreensão, interação social, mastigação e deglutição.

Musicoterapia: Utiliza a música como recurso terapêutico para estimular comunicação, interação, expressão emocional, atenção e habilidades sociais.

Psicopedagogia: Voltada principalmente para dificuldades relacionadas à aprendizagem, organização dos estudos, leitura, escrita, raciocínio e desempenho escolar.

Fisioterapia: Indicada quando existem dificuldades motoras, alterações de equilíbrio, postura, coordenação, força ou mobilidade.

Treinamento ou orientação parental: Ajuda pais e cuidadores a compreender melhor o comportamento da criança e a desenvolver estratégias para rotina, limites, comunicação e manejo de situações difíceis.

Terapia familiar: Pode ser útil quando dificuldades emocionais ou comportamentais estão relacionadas à dinâmica familiar, conflitos, mudanças importantes ou dificuldades de comunicação.

Terapia alimentar: Indicada em casos de seletividade alimentar importante, dificuldades sensoriais relacionadas aos alimentos, medo de comer ou dificuldades de mastigação e deglutição. Pode envolver diferentes profissionais.

Treino de habilidades sociais: Ajuda crianças e adolescentes com dificuldades para iniciar conversas, compreender situações sociais, resolver conflitos, fazer amizades e se posicionar em grupo.

Nem toda criança precisa de várias terapias ao mesmo tempo. A indicação deve partir das dificuldades e necessidades reais daquela criança, e não apenas do diagnóstico.

Como saber se é uma fase ou se meu filho precisa de ajuda?

Mudanças de comportamento fazem parte do desenvolvimento. O sinal de alerta aparece quando elas são muito intensas, persistem por bastante tempo ou começam a prejudicar a rotina da criança, a escola, as relações familiares ou as amizades.

Mais importante do que um comportamento isolado é observar há quanto tempo acontece, com que frequência e quanto sofrimento ou prejuízo está causando.

Toda criança agitada tem TDAH?

Não. Crianças podem ser naturalmente mais ativas, impulsivas ou inquietas.

No TDAH, os sintomas são persistentes, maiores do que o esperado para a idade e causam prejuízos importantes no dia a dia. Além disso, é necessário entender como a criança funciona em diferentes ambientes, como casa e escola.

Por isso, agitação sozinha não significa TDAH.

Levar meu filho ao psiquiatra significa que ele vai tomar remédio?

Não.

Uma consulta em saúde mental começa com avaliação. O objetivo é compreender o desenvolvimento da criança, seus comportamentos, emoções, rotina, relações, dificuldades e pontos fortes.

Dependendo do caso, a orientação pode envolver mudanças de rotina, psicoterapia, acompanhamento da escola, orientação parental ou outras intervenções.

Medicação é apenas uma das possibilidades de tratamento.

Remédio psiquiátrico muda a personalidade da criança?

Esse não é o objetivo de um tratamento bem indicado.

A proposta é reduzir sintomas que estão trazendo sofrimento ou dificultando o funcionamento da criança, preservando sua personalidade, espontaneidade e características individuais.

Caso uma medicação esteja provocando apatia, sonolência excessiva ou mudanças importantes de comportamento, isso deve ser discutido com o profissional responsável.

Como saber se meu adolescente está deprimido ou apenas passando pela adolescência?

Adolescentes naturalmente podem buscar mais privacidade, questionar regras e apresentar variações de humor.

O que chama atenção é uma mudança persistente e significativa, principalmente quando aparecem isolamento excessivo, perda de interesse, desesperança, queda importante no funcionamento, alterações de sono ou falas relacionadas à morte.

A pergunta mais importante não é apenas “isso acontece na adolescência?”, mas também “quanto isso está interferindo na vida dele?”.

Por que os adolescentes testam tanto os limites?

Adolescentes costumam questionar regras não simplesmente porque “querem desobedecer”, mas porque estão construindo identidade e independência.

Nessa fase, eles testam limites, formam opiniões próprias e começam a se afastar um pouco da referência dos pais.

O grupo de amigos também ganha muito peso. Pertencer, ser aceito e receber aprovação passa a importar bastante. Por isso, é comum “andar em bando” e até fazer coisas que talvez não fariam sozinhos.

Parte disso também tem relação com o desenvolvimento do cérebro.

O córtex pré-frontal, região ligada ao planejamento, controle de impulsos, organização e avaliação de consequências, ainda está amadurecendo durante a adolescência. Esse processo costuma se estender até os 20 e poucos anos, frequentemente por volta dos 25 anos.

Por isso, um adolescente pode entender uma regra e, mesmo assim, ter dificuldade para pensar nas consequências antes de agir, principalmente quando existe emoção intensa ou influência dos amigos.

3 formas de ajudar nessa fase

Explique o motivo das regras.
Adolescentes tendem a aceitar melhor limites quando entendem o porquê deles.

Dê autonomia aos poucos.
Permita escolhas compatíveis com a idade. Isso ajuda a desenvolver responsabilidade e tomada de decisão.

Corrija sem romper o vínculo.
Limites continuam sendo necessários, mas conversa, escuta e respeito costumam ensinar mais do que controle excessivo.

Por que alguns adolescentes se cortam?

A automutilação pode aparecer como uma tentativa de lidar com emoções muito intensas, aliviar sofrimento emocional ou expressar algo que o adolescente ainda não consegue colocar em palavras.

Não deve ser reduzida a “querer chamar atenção”.

Mesmo quando não existe intenção de morrer, a automutilação indica sofrimento e merece avaliação cuidadosa, inclusive sobre risco de suicídio.

Perguntar sobre suicídio aumenta o risco?

Não.

Perguntar de maneira direta, calma e acolhedora sobre pensamentos de morte ou suicídio não “coloca a ideia” na cabeça de uma criança ou adolescente.

Pelo contrário, pode criar uma oportunidade para que alguém que está sofrendo consiga falar sobre o assunto e receber ajuda.

Quando há pensamentos suicidas, planejamento, tentativa recente ou risco imediato, é necessária avaliação profissional urgente.

É verdade que as telas causam no cérebro um efeito parecido com o da cocaína? E por que algumas crianças ficam tão irritadas quando os pais diminuem ou retiram o celular, videogame ou tablet?

Não é correto dizer que as telas têm exatamente o mesmo efeito da cocaína no cérebro.

O que acontece é que atividades muito estimulantes, como jogos, vídeos curtos e redes sociais, ativam circuitos cerebrais relacionados à recompensa e à motivação, nos quais a dopamina participa.

Quando a criança se acostuma a receber estímulos rápidos, frequentes e muito interessantes, atividades menos estimulantes podem parecer entediantes. Por isso, algumas crianças e adolescentes podem reagir com irritação, frustração ou dificuldade de interromper o uso.

Isso não significa necessariamente que exista uma dependência. O sinal de alerta aparece quando o uso começa a interferir no sono, nos estudos, nas relações familiares, nas atividades físicas ou quando a criança perde progressivamente o interesse por outras formas de lazer.

O excesso de telas pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo da criança, afetando atenção, memória, linguagem e aprendizagem?

Pode, principalmente quando o tempo de tela substitui experiências importantes para o desenvolvimento.

O cérebro infantil se desenvolve por meio da interação com outras pessoas, brincadeiras, movimento, exploração do ambiente, leitura e comunicação.

Quando grande parte do tempo livre é ocupada por telas, a criança pode ter menos oportunidades de desenvolver linguagem, atenção sustentada, habilidades sociais, criatividade e autorregulação.

O impacto depende da idade, do conteúdo utilizado, do tempo de exposição e, principalmente, do que a tela está substituindo na rotina daquela criança.

Como saber quando o uso de telas deixou de ser apenas diversão e começou a interferir no sono, no comportamento e na vida da criança ou do adolescente?

Mais importante do que contar apenas o número de horas é observar o impacto das telas na rotina.

Alguns sinais merecem atenção: dificuldade intensa de desligar o aparelho, irritabilidade frequente quando o acesso é limitado, perda de interesse por brincadeiras ou atividades presenciais, redução da atividade física, piora do sono, queda no rendimento escolar e uso escondido ou fora dos horários combinados.

Quando a tela começa a ocupar o espaço do sono, da convivência, dos estudos, das brincadeiras e das relações sociais, é hora de rever os hábitos da família.

O objetivo não precisa ser eliminar completamente as telas, mas ensinar crianças e adolescentes a utilizá-las de forma equilibrada e saudável.

Uma observação importante. Informações da internet e listas de sintomas podem ajudar a perceber que algo merece atenção, mas não substituem uma avaliação individualizada.

Locais e dias de atendimento

Largo do Machado

quartas-feiras

Clínica Humanae Vitae
Largo do Machado, 39, sala 8, 4º andar
Zona Sul do Rio de Janeiro
Ver no mapa

Barra da Tijuca

sábados quinzenais

Clínica Almada, Shopping Vogue Square
Av. das Américas, 8585, sala 484
Barra da Tijuca
Ver no mapa